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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Projecto MK ULTRA

O Projeto MK ULTRA  (Parte 1)

Este foi o nome de código dado a um programa ilegal e clandestino de experiências em seres humanos, feito pela CIA – o Serviço de Inteligência dos Estados Unidos da América. As experiências em seres humanos pretendiam identificar e desenvolver drogas e procedimentos a serem usados em interrogatórios e tortura, visando debilitar o indivíduo e forçar confissões por meio do controlo de mente. As várias drogas utilizadas, todas psicoactivas, incluíam Mescalina, LSD, entre outras. 

As experiências do MK ULTRA têm relação com o desenvolvimento de técnicas de tortura contidas nos Manuais KUBARK, divulgados também nos treinos da Escola das Américas. No livro "Torture and Democracy" ("Tortura e Democracia"), do Professor Darius Rejali, o autor relata a história do desenvolvimento de métodos de tortura, incluindo os estudos do MK ULTRA, os Manuais KUBARK, as técnicas utilizadas em Abu Ghraid e a evolução de tortura desde os tempos medievais enquanto actividade de interesse de vários governos. 

O autor e psiquiatra Harvey Weinstein estabeleceu a relação directa entre as pesquisas em controlo da mente, feitas em Inglaterra pelo psiquiatra britânico William Sargant, envolvido nas pesquisas do MK ULTRA, e as experiências de Ewen Cameron, no Canadá, também para o MK ULTRA e com métodos actualmente usados como meios de tortura. Um exemplo é o uso de drogas alucinogénicas enquanto agentes desinibidores e de privação de sono. Ewen Cameron contou com a colaboração de William Sargant, estando ambos sido ligados aos estudos da CIA. As experiências foram feitos pelo Departamento de Ciências da CIA - Central Intelligence Agency Directorate of Science & Technology | Office of Scientific Intelligence. O projecto secreto começou no início dos anos 50 e continuou pelo menos até ao final dos anos 60. 

Há pesquisadores que afirmam que provavelmente o projecto foi apenas interrompido ou escondido, tendo prosseguido clandestinamente. MK ULTRA realizou testes em cidadãos americanos, canadianos e estrangeiros, usando-os como cobaias humanas. As experiencias ilegais foram realizadas não apenas sem consentimento, mas também, na maioria dos casos, sem que as vítimas soubessem que estavam a ser utilizadas como cobaias humanas. 

O Projeto MK ULTRA  (Parte 1)

Muitas das vítimas do MK ULTRA, drogadas sem o seu conhecimento, nunca foram identificadas ou indemnizadas pelos danos que provavelmente lhes foram causados. Um dos casos que foi trazido ao conhecimento público é o de um cientista americano que faleceu após haver sido involuntária e secretamente drogado com LSD pela CIA. Agentes da CIA pronunciaram-se sobre o facto dizendo que Orson se teria suicidado atirando-se da janela de um hotel, durante uma "bad trip". 

A família de Orson continua até à data a lutar por apurar a veracidade da versão da CIA em relação aos factos que levaram à morte. As drogas usadas no MK ULTRA são drogas que visam alterar as funções do cérebro e manipular o estado mental de seres humanos. Tais drogas foram usadas sem o conhecimento ou consentimento daqueles em quem foram aplicadas, sendo esse precisamente um dos objetivos do projecto desenvolver meios de aplicar tais drogas sem que a vítima tenha conhecimento de estar a ser drogada. Uma evidência publicada através da divulgação de apenas parte dos documentos do Projecto MK ULTRA, indica que a pesquisa envolveu o uso de vários tipos de drogas. 

O Projeto MK ULTRA  (Parte 1)
Aprovação de uso de LSD no sub-projecto, por Sidney Gottlieb 

Em Abril de 1953, Sidney Gottlieb chefiava o super secreto Projecto MK ULTRA que foi activado pelo Director da CIA, Allen Dulles. Gottlieb ficou também conhecido por ter desenvolvido meios de administrar LSD e outras drogas a pessoas sem o seu conhecimento, e por autorizar e desenvolver o financiamento de pesquisas psiquiátricas com o objectivo de, segundo as suas palavras "criar técnicas que romper a psique humana ao ponto de fazer com que o indivíduo admita que fez qualquer coisa, seja ela qual for". Ele foi o patrocinador de médicos como Ewen Cameron e Harris Isbell em controversos estudos psiquiátricos em que seres humanos, sem consentimento e sem o conhecimento de que estavam a ser usados nestas experiências, sendo que, em alguns casos, acreditavam estar a receber um tratamento. Inúmeras vítimas tiveram as suas vidas destruídas. Os recursos para tais pesquisas eram accionados de forma a que não pudesse ser estabelecida a relação imediata com a CIA. Um dos meios era, por exemplo, através da Fundação Rockefeller, uma fundação aparentemente dedicada ao desenvolvimento de pesquisas médicas em beneficio da sociedade. 

A pesquisa ilegal da CIA tornou-se pública em 1975, aquando da realização do Congresso Americano de Investigação das Actividades da CIA, através de uma uma comissão de inquérito. Os inquéritos foram chamados de Church Committee e Rockefeller Commission. 

As investigações foram prejudicadas pelo facto de que, em 1973, considerando a possibilidade de uma futura investigação, o então director do CIA, Richard Helms, ordenou a destruição de todos os dados e arquivos ligados às experiências em humanos feitas durante o Projecto MK ULTRA. 

O Projeto MK ULTRA  (Parte 1)
Rockefeller Center

As investigações da Comissão basearam-se no testemunho sob juramento de participantes directos na actividade ilegal e num número relativamente pequeno dos documentos que restaram após a destruição de documentação ordenada por Richard Helms. 

A CIA afirma que tais experiências foram abandonadas, mas Victor Marchetti, um agente da CIA por 14 anos, tem atestado em várias entrevistas que a CIA jamais interrompeu as suas pesquisas em controle da mente humana, nem tão pouco em uso de drogas. Alegada também que a CIA realiza continuamente sofisticadas campanhas de desinformação, lançando por ela mesma ou através dos meios de comunicação, falsas teorias e teorias de conspiração que podem ser ridicularizadas e desacreditadas. Isto faz com que o foco de atenção não se volte para a CIA e para as suas pesquisas clandestinas ou que, caso haja qualquer possibilidade das suas pesquisas serem expostas, qualquer revelação possa ser imediatamente descredibilizada e/ou ridicularizada.

Victor Marchetti, numa entrevista, em 1977, afirmou especificamente que as declarações feitas de que a CIA teria abandonado as actividades ilegais do MK ULTRA após os inquéritos, são em si mais uma forma de encobrir os projectos secretos que a CIA continua a operar, sendo as próprias revelações do MK-ULTRA e subsequentes declarações de abandono do projecto seriam em si mais um artifício para deslocar a atenção de outras actividades e operações clandestinas não reveladas pelos Comités. 

Em 1977, o Senador Americano Ted Kennedy, disse no Senado:
"O Vice-Director da CIA revelou que mais de 30 universidades e instituições participaram em "testes e experiências" num programa que incluiu a aplicação de drogas em seres humanos sem o seu conhecimento ou consentimento, tanto americanos como estrangeiros. Muitos destes testes incluíram a administração de LSD a indivíduos que não tinham conhecimento de que estavam sob o efeito da droga. No mínimo uma morte, a de Dr. Olson, ocorreu como resultado destas actividades. A própria CIA diz reconhecer que tais experiências faziam pouco sentido cientificamente. Os agentes da CIA que monitorizavam tais testes com drogas não eram sequer qualificados como profissionais especializados para a realização experiências." 
Até ao presente, a grande maioria das informação mais específicas sobre o Projecto MK ULTRA permanece classificada como secreta. Alguns dos nomes e fundações (ou instituições) citados no texto acima, para os que já estão bem informados, financiam e apoiam a Nova Ordem Mundial. Há alguns vídeos e sites bem explicativos falando sobre os Rockefellers e a Nova Ordem Mundial. 

Fonte: Killuminati 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Indústria do Entretenimento Exposta

Artigo traduzido: 

Este artigo documenta alguns dos artistas hoje conhecidos que passaram pela indústria do entretenimento e que falaram sobre o seu lado obscuro. Algumas das maiores estrelas desta indústria, incluindo Dave Chappelle, Michael Jackson e Bob Dylan, pronunciaram-se sobre a verdadeira natureza do negócio. 


"Ao longo dos meus artigos, discuti muitos aspectos obscuros da indústria do entretenimento. Alguns desses aspectos são tão terríveis e improváveis para o leitor comum que se tornam difíceis de acreditar, especialmente quando a informação vem de um blogueiro anónimo como eu." [The Vigilant Citizen] Algumas celebridades foram, no entanto, deixando em registo algumas verdades sobre a indústria. Esses casos raros raramente são divulgados, mas, eles estão disponíveis online. Quem está em melhor posição para falar sobre o negócio do entretenimento do que os próprios artistas, aqueles que experimentaram em primeira mão todas as facetas do negócio? 

Embora a maioria dos artistas não usem os termos "controlo da mente" ou "iniciação ocultista", eles explicam, pelas suas próprias palavras, as realidades estranhas que testemunham. 

DAVE CHAPPELLE 


Este comediante de stand-up, roteirista, produtor e actor ficou conhecido por ter criado o Chappelle's Show, uma inovadora série de comédia de televisão, que passou no Comedy Central até 2006. O conjunto de DVDs é actualmente o DVD mais vendido de todos os tempos para um programa de televisão, tendo vendido mais de 3 milhões de cópias. O seu precoce sucesso fez com que a Viacom (empresa-mãe da Comedy Central) oferecesse a Chappelle um contracto de 55 milhões de dólares para a produção de mais duas temporadas do Chappelle's Show. A produção de 3ª temporada, porém, foi extremamente difícil, uma vez que Chappelle não estava a gostar da direcção que o show estava a tomar. Ele ainda se refere ao show como sendo "socialmente irresponsável". Chappelle também tinha problemas em lidar com a pressão vinda dos executivos da rede para "emburrecer" o seu show. 

Em Maio de 2005, Chappelle abandonou abruptamente a produção de 3ª temporada do show e viajou para África. Seguiu-se um frenesim da media, alimentada por especulações e rumores de que Chappelle "enlouqueceu" e estaria sob o efeito de drogas. Após o seu regresso, Chappelle foi entrevistado no Inside the Actors Studio, em Dezembro de 2005. Ele discutiu vários assuntos, incluindo as suas razões para viajar para a África. Nesta parte da entrevista, Chappelle descreve de uma forma muito viva a natureza "doentia" de Hollywood. 


Tenha em mente a parte da entrevista onde Chappelle fala sobre Mariah Carey e o facto dela perder a cabeça. Ela e seu "manipulador" Tommy Mottola serão novamente discutidos noutra celebridade bastante conhecida, mais adiante neste artigo. 

Numa entrevista à Oprah, Dave Chappelle compartilha a sua própria teoria sobre como os comediantes negros são forçados a se travestirem num ponto ou noutro ponto, durante a sua carreira. O vídeo a seguir compara a história de Chappelle com a de 2Pac, durante as filmagens de "Poetic Justice". 


VENDER A ALMA AO DIABO

"Vender a alma" pode ser definido como permitir que a integridade, valores e código moral de alguém sejam corrompidos, a fim de obter riqueza e sucesso. Considerando o aspecto oculto da indústria, "vender a alma" pode assumir um significado mais literal, pois existem verdadeiras iniciações ritualísticas e sociedades secretas obscuras que trabalham nas sombras. Alguns artistas que têm estado em contacto, em maior ou menor grau, com esse lado mais sombrio de Hollywood, falaram sobre o assunto, usando as suas próprias palavras. 

No próximo vídeo, a modelo e actriz Melyssa Ford discute o preço da fama em Hollywood. 


No vídeo seguinte, o lendário cantor Bob Dylan explica, em 60 minutos, a razão da sua longevidade no mundo da música. 


A que é que Katy Perry se refere neste vídeo a seguir? Será "vender a alma ao diabo" o caminho folclórico para dizer que foi iniciada na indústria Illuminati? 


MICHAEL JACKSON 


Quem melhor do que o "Rei da Pop" para expor a verdade sobre a indústria da música? Já me perguntaram várias vezes sobre o envolvimento de Michael Jackson na indústria Illuminati e as causas da sua morte. Eu nunca tentei escrever um artigo sobre o assunto, uma vez que a sua carreira foi incrivelmente longa e repleta de eventos surpreendentes e exige mais do que apenas um resumo. 

O que é óbvio, no entanto, é que MJ, nos seus últimos anos, foi-se tornando cada vez mais aberto sobre os negócios obscuros da indústria da música. Na verdade, parece que este homem, que foi um escravo  dos Illuminati, estava a tentar libertar-se. Em Junho de 2002, Michael Jackson fez um discurso inesperado sobre o lado obscuro do mundo do entretenimento. 


Jackson aponta directamente para Tommy Mottola, ex-presidente da Sony Music e ex-marido de Mariah Carey, que era mais um "manipulador de controlo da mente" do que marido dela. Será que o "Diabo" se voltou contra MJ por ele contar a verdade? 

Haverá um símbolo do sacrifício ritual de MJ no assustadoramente intitulado "This is It", lançado pela... Sony? 
PROGRAMAÇÃO MONARCA GRAVADA EM CASSETE 

Às vezes, mesmo sem o saber, há celebridades que expõem o lado obscuro da indústria do entretenimento através das suas acções. Tenho discutido em vários artigos a existência de controlo da mente na indústria do entretenimento e o seu simbolismo na arte popular, as pessoas têm-me perguntado se os artistas que eu discuto são vítimas reais de controlo mental ou se eles estão apenas a representar uma arte que incorpora simbolismo de controlo mental. Obviamente, é difícil determinar quais celebridades que são vítimas reais de programação monarca, mas algumas raras filmagens mostram celebridades em comutação de alter-egos ou personalidades de controlo mental. Esses vídeos são desconcertantes, mas refletem a triste realidade da indústria do entretenimento. 

Anna Nicole Smith


Neste vídeo, a modelo e actriz Anna Nicole Smith é filmada enquanto um dos seus alter-egos monarcas se manifesta. Neste perturbador vídeo caseiro, filmado pelo seu "manipulador" Howard K. Stern, Anna Nicole apresenta-se completamente dissociada e infantil. Nos meios de comunicação, Anna Nicole afirmou que estava sob a influência de drogas durante a gravação do vídeo, o que provavelmente era o caso. Mas as drogas por si só não conseguem explicar o seu estado de espírito. Existem sintomas óbvios de trauma psicológico profundo. 


Anna-Nicole Smith tem claramente uma personalidade alter-ego ligada, tanto que acredita firmemente que uma boneca se trata de um bebé real. A maquiagem de palhaço (provavelmente ordenada por Stern para dar mais impacto ao vídeo) reforça o conceito de personalidade alter-ego numa exibição doentia de manipulação. Repare que, nesta reportagem da CNN, Geraldo refere-se a Smith como sendo "a personagem", outro termo para explicar uma personalidade alter-ego. 

Este vídeo relata apenas um dos muitos eventos bizarros do fim da vida de Anna Nicole Smith. A sua comitiva e o seu ambiente envolvente estavam totalmente doentes. Não é uma coincidência que Smith tenha posado muitas vezes como Marilyn Monroe durante a sua carreira: Monroe foi o sex symbol de "mente controlada" original. 

Olhando para as circunstâncias da morte do filho Daniel, de 20 anos, em 2006, podemos encontrar outro exemplo de controlo mental baseado no trauma a que Anna Nicole foi submetida. A morte parece, na verdade, ser um ritual de sacrifício. Daniel morreu no quarto de hospital de Anna Nicole, à sua frente, apenas três dias depois de ela ter dado à luz o seu terceiro filho. Veja como as autoridades descreveram a morte de Daniel: 
"Consta no nosso relatório que a mãe se havia levantado, que o viu na cadeira e ele parecia estar a dormir. Tentou acordá-lo, mas ele não respondeu, e ela soou o alarme." 
Depois de testemunhar o milagre do nascimento, Anna foi forçado a testemunhar a morte do seu filho, no seu próprio quarto. A morte de Daniel foi mais tarde atribuída à "presença de três tipos de medicamentos no seu sistema", o que foi considerado "suspeito". O evento causou um trauma violento em Anna Nicole, e os relatórios dizem que ela foi, então, fortemente sedada. Então ela ficou dissociada da realidade (o objectivo da programação monarca) e perdeu a memória do evento. 
"A devastação e tristeza pela morte repentina de Daniel, juntamente com a sedação, foram tão extremas que Anna Nicole perdeu a memória do evento", disse o advogado Michael Scott. 
Este é apenas um exemplo dos eventos perturbadores que cercam a vida de Anna Nicole Smith. Muitos  mais detalhes poderiam ser sido discutidos. 

Britney Spears


Nesta entrevista com Diane Sawyer, em 2003, Britney parece, por um momento, mudar de comportamento, no que parece ser uma "falha do controlo mental". 


O episódio da sua quebra e coçar da cabeça pode ter sido uma tentativa de se libertar da manipulação  e controlo mental. A realidade é realmente estranho que a ficção WAY.

CONCLUSÃO


Que mais posso dizer?


terça-feira, 3 de julho de 2012

A Interpretação Oculta do Filme "O Cisne Negro"

Artigo traduzido: 

"O Cisne Negro" (Black Swan) é um thriller psicológico intenso que descreve a metamorfose de uma bailarina para o Cisne Negro. Por trás da fachada bizarra do filme está uma reflexão profunda sobre o preço da fama, o sacrifício dos artistas e as forças ocultas por trás do mundo sombrio do entretenimento. Vamos olhar para o simbolismo oculto do filme e para os seus temas, relacionados com o lado escuro do show business. 


Dirigido por Darren Aronofsky, "O Cisne Negro" segue a tímida bailarina Nina ao longo do seu caminho para o sucesso no exigente mundo do ballet profissional. "O Cisne Negro" pode ser considerado um complemento do filme anterior do director, "O Lutador" (The Wrestler), que também descreve os altos e baixos de uma pessoa perturbada, que trabalha num campo menos conhecido nas artes performativas: o wrestling profissional. Embora ambos os filmes exploram temas similares (como por exemplo, o sacrifício pessoal a favor de um bom desempenho), o mundo em que Nina está inserida e os obstáculos que ela tem de suportar são diametralmente opostas aos de "O Lutador". Randy "The Ram" Robinson é um homem da classe trabalhadora ("blue-collar guy"), que vive numa cidade de gente dessa mesma classe, e tem de lidar com a dor física causada pelo seu estilo de vida. Nina, por outro lado, actua no refinado mundo do ballet e as suas lutas são de natureza psicológica, emocional e até espiritual. 

Costumo salientar que grandes obras de arte podem ser interpretadas de várias maneiras, dependendo do conhecimento e experiência de cada espectador. Este filme não é excepção... há de facto inúmeras formas  de interpretar o enredo do filme. Através da utilização de significados e símbolos, no entanto, o filme alude claramente a muitos temas previamente discutidas no The Vigilant Citizen: o lado obscuro e oculto da fama, a dualidade, o controlo mental baseado no trauma, a criação forçada de um alter-ego, e muito mais. A personagem principal, Nina, passa por uma mudança metafísica - ao entrar em contato com o seu "lado negro" - a fim de obter um melhor desempenho. Essa mudança é-lhe imposta a pelo seu manager, neste caso, o director do ballet. O filme usa referências subtis ao controlo mental baseado no trauma para explicar a criação de um alter-ego independente na psique de Nina. 

Apesar de "O Cisne Negro" ser ficção, ainda assim explora realidades ocultas da grande palco do mundo  da arte e da representação. Há numerosos exemplos de artistas que abraçaram os mais obscuros alter-egos a fim de levar a sua arte para "outro nível"... e muitos, em última análise, são consumidos por eles. Vamos olhar para os elementos de ocultismo e de controlo da mente em "O Cisne Negro" e ver como eles se relacionam com algumas das realidades do mundo do entretenimento profissional. 

RESUMO DO FILME

"O Cisne Negro" é uma releitura moderna do clássico ballet de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, "O Lago dos Cisnes". No filme, o director de ballet, Thomas Leroy (interpretado por Vincent Cassel), descreve para os seus dançarinos a trama básica do ballet: 
"Todos nós conhecemos a história. Menina virgem, pura e doce, presa no corpo de um cisne. Ela quer liberdade, mas somente o verdadeiro amor pode quebrar o feitiço. O seu desejo é quase concedido, sob a forma de um príncipe. Mas, antes que ele possa declarar o seu amor, o gémeo luxurioso, o Cisne Negro, engana e seduz. Devastado, o Cisne Branco salta de um penhasco, matando-se e, na morte, encontra a liberdade." 
Nina, uma jovem tímida e frágil, é escolhido para desempenhar o papel de a Rainha dos Cisnes e deve, portanto, incorporar tanto os puro Cisne Branco como o maléfico Cisne Negro. A sua busca pela perfeição enquanto bailarina leva-a a experimentar, no seu quotidiano, a transformação experimentada pelo Cisne Branco na história do ballet. Os acontecimentos da vida quotidiana de Nina, portanto, espelham a história da personagem que ela assume enquanto bailarina, levando à confusão e, como a linha entre realidade e ficção se desvanece, à aparente insanidade. 

O uso dos espelhos e das reflexões em inúmeras cenas são um lembrete constante de percepção alterada da realidade de Nina. Os espelhos no filme são muitas vezes enganosos e as reflexões de Nina parecem ter "vida própria". Como Nina é assombrada pelo Cisne Negro, esta personalidade suplente ganha uma vida própria e actua fora do controlo consciente de Nina. Explicaremos mais adiante como isso se relaciona com o controlo mental baseado no trauma. 

Para quem ainda não ouviu falar do Controlo Mental Baseado no Trauma - também conhecido por PROGRAMAÇÃO MONARCA - trata-se do processo pelo qual um indivíduo é submetido a trauma intenso e a desumanização, a fim de provocar uma dissociação mental. Isto provoca uma fragmentação da personalidade e permite que ao manipulador criar uma personalidade alternativa que pode ser programada à vontade. Alguns pesquisadores alegam que existem elementos ocultos em acção neste processo. 
"O Projecto Monarca pode ser descrito como uma forma de dissociação estruturada e integração ocultista, a fim de compartimentar a mente em múltiplas personalidades dentro de uma estrutura sistemática. Durante este processo, é realizado um ritual satânico, que geralmente inclui misticismo cabalista, com o objectivo de prender um demónio ou um grupo de demónios ao alter-ego correspondente. A maioria dos cépticos, claro, vêem isto simplesmente como um meio de melhorar o trauma da vítima, negando qualquer crença irracional de que a possessão demoníaca de facto ocorre." - Ron Patton, Project Monarch
Cartaz promocional de "O Cisne Negro". Nina (interpretada por Natalie Portman) é apresentada com uma fissura ao longo do rosto, que representa a fratura da sua personalidade, um conceito importante e símbolo do controlo da mente. 
Vamos agora olhar para alguns dos temas centrais do filme. 

NINA E O SEU TRAUMA

Nina vive num pequeno apartamento em Nova Iorque com sua mãe, Erica, sobre a qual, o mínimo que podemos dizer é arrogante. Podem encontrar-se várias alusões ao controlo mental baseado no trauma no ambiente em que Nina vive e no comportamento controlador da sua mãe. 

Quarto de Nina. Observe as borboletas* na parede, uma referência à Programação Monarca. Junto à janela, um coelho grande e branco, um símbolo de controlo mental proveniente de "Alice no País das Maravilhas" - um conto de fadas usado na programação de escravos MK**. Seguindo o coelho branco, Alice é levada a um mundo alternativo, Wonderland, que, em termos de controlo mental, se refere ao estado dissociativo de um escravo. 
*  Ver ESTE vídeo para perceber o simbolismo da Borboleta. 
** Ler AQUI sobre o Projecto MK. 
A mãe de Nina, uma dançarina de ballet aposentada que não conseguiu tornar-se uma estrela, age mais como uma manipuladora de controlo mental do que como mãe. Ela obviamente tem problemas em respeitar os limites e mantém um rígido controlo sobre todos os aspectos da vida de Nina. Os escravos monarcas da vida real começam, muitas vezes, as suas difíceis vidas como vítimas de abuso na sua própria casa. Símbolos relativos ao controlo mental na casa de Nina, provavelmente, refletem esta triste realidade, incluindo o seu quarto, rosa infantil. 

Todas as noites, Erica Sayers acciona a caixa de música próxima a Nina, a fim de fazer a pequena bailarina dançar. Isto é bastante simbólico do estado de mente controlada em que Nina se encontra. 
Erica Sayers, mãe de Nina, despe à força a sua filha adulta. Essa cena perturbadora retrata a submissão total de Nina perante a sua mãe e fornece também dicas sobre a insalubre "familiaridade" sexual entre as duas. 
Outras pessoas na vida de Nina, aparentemente "predando" a sua fraqueza e "energia de vítima", apoderam-se da sua sexualidade. 

Um velho tarado faz gestos obscenos para Nina durante uma viagem de comboio. Essa cena perturbadora diz muito sobre a relação da Nina com a sexualidade. Os predadores sexuais, por vezes, têm a capacidade doentia de farejar e atacar vítimas de abuso sexual. 
A mãe de Nina tem, portanto, sujeitado a filha a controlo mental baseado no trauma, a fim de torná-la uma mulher submissa que iria realizar os seus sonhos fracassados. Isto fez com que Nina se dissociasse, numa tentativa de tornar a sua existência mais suportável, o que, por sua vez, constitui em Nina o terreno perfeito para a criação de um obscuro alter-ego: o Cisne Negro. 

DESVENDANDO O CISNE NEGRO

Voltando ao enredo, Thomas, o director do ballet, está à procura de uma nova estrela do ballet para desempenhar o papel de Rainha dos Cisnes. Bailarina meticulosa, Nina é perfeita para interpretar o papel do Cisne Branco, mas ela também deve ser capaz de interpretar o Cisne Negro, um papel que exige que a bailarina seja retorcida, sexual e perigosa. Estilo frígida, Nina não é adequada para o Cisne Negro, mas Thomas escolhe-la como a Rainha dos Cisnes de qualquer maneira. Ele sabe que ela tem isso dentro dela, e ele vai trazê-lo à superfície. 

Thomas despoleta o Cisne Negro em Nina. 
A dada altura, Thomas diz Nina:
"A perfeição não está apenas no controlo. Está também em deixar-se ir. Surpreender-se para que possa surpreender o público. Transcendência. Muito poucos têm isso." 
Depois de assistir ao ensaio de Nina, ele diz:
"Eu sabia que o Cisne Branco não seria problema. O verdadeiro trabalho será a metamorfose na sua irmã gémea do mal." 
A fim de obter a perfeição, Nina tem que dominar tanto bem como o mal - a luz e a escuridão. O conceito oculto da dualidade torna-se, portanto, extremamente importante (falaremos mais sobre isso adiante). 

O trabalho de Thomas é criar em Nina um novo, agressivo e sexual alter-ego. Ele torna-se, portanto, um novo manipulador da mente de Nina. Enquanto que a sua mãe "programou" a filha para ser uma bailarina submissa que nunca a questiona, Thomas exige que ela abrace o exacto oposto. Ele representa o próximo nível de Programação Monarca. 

Após o seu encontro com Thomas, Nina, vestida de branco, cruza-se com outra Nina, vestida de preto. Isso representa a chegada da nova Nina, o obscuro alter-ego. 
Para se tornar no Cisne Negro, Nina deve ser capaz de estar mais confortável com a sua sexualidade, e até mesmo apreciá-la. Então, Thomas dá-lhe o trabalho de casa: "tocar em si mesma". Disposta a fazer de tudo para se tornar uma melhor bailarina, Nina tenta masturbar-se, mas a mãe provoca um bloqueio. O prazer sexual torna-se, portanto, uma forma de emancipação do controlo exercido pela mãe e sua iniciação na próxima fase de programação mental. 

Com o Cisne Negro a crescer em poder, Nina começa a alucinar com mutações físicas no seu corpo. A única pessoa que pode ver essas mutações, para além de Nina, é a mãe, que, como manipuladora, tem a "chave" da sua psique. Ela está consciente de transformação gradual de Nina e tenta reprimi-la, sabendo que levará à perda de sua "menininha". 

Nina alucina com todos os tipos de mutações estranhas no seu corpo, que representam o surgimento gradual do Cisne Negro. 
Esta situação reflete a terrível verdade por detrás dos rituais de abuso da vida real. As crianças, que já estão dissociadas devido ao abuso dos pais, são entregues a "instâncias superiores" que continuam o processo de programação. Neste caso, Nina está entregue ao mundo do entretenimento (conhecido por usar a Programação Monarca em celebridades) para criar nela um alter-ego destinado a ser uma estrela de renome mundial. 

Thomas apresenta a nova Rainha dos Cisnes, Nina. 
Para que Nina se torne o novo Cisne, alguém tem de sair. 

BETH MACINTYRE: A ESTRELA ENVELHECIDA QUE FOI POSTA DE LADO

Beth MacIntyre, na cerimónia de coroação de Nina. Ela acaba de saber que já não é a Rainha dos Cisnes. Obviamente, ela não está contente. 
Beth MacIntyre (interpretada por Winona Ryder) é a anterior estrela da companhia de ballet. No entanto, ela está a envelhecer e a "perder a vantagem". Como veterana, Beth já passou pelo "processo de Cisne Negro" e, como algumas pessoas podem dizer, ela "vendeu a alma ao diabo". Embora este acordo lhe tenha dado os seus anos de glória, no final, o processo acaba por destruí-la. Ela tornou-se uma pessoa amarga, arrogante e detestável, que é incapaz de existir sem ser como Cisne Negro. 

Há muitos casos na vida real de celebridades que sofrem o mesmo destino. Depois de serem recrutadas, programadas e preparadas pela indústria para se tornarem uma super estrela, de repente caem no esquecimento. Estando psicologicamente danificadas, sem saber quem realmente são, as estrelas caídas afundam-se em depressão, drogas, alcoolismo e até suicídio. 

Thomas, que era manipulador de Beth (chamava-a de "minha princezinha", um disparador de controlo mental) já não precisa do alter-ego que criou nela. No entanto, é impossível "desprogramá-la". Então, ela perde completamente a cabeça. No dia seguinte, a companhia de ballet descobre que ela foi atropelada por um carro. Thomas diz: 
"Eu também estou certo de que ela fez isso de propósito. Tudo o que Beth faz vem de dentro, de algum impulso obscuro. Eu acho que isso é o que a tornava tão emocionante... tão perigosa... mesmo perfeita, às vezes. Mas também tão terrivelmente destrutiva." 
Assim, o "espírito", o alter-ego que consumiu e destruiu Beth, foi também a força oculta por detrás das suas grandes actuações. O público sempre foi fascinado por artistas intensas e inspiradas, capaz de tocá-los a um nível primitivo e visceral. Dependendo do desempenho, esta fonte de transcendência artística tem sido atribuída ao divino ou ao diabo. Artistas polémicos e inovadores oscilam muitas vezes entre brilhantismo e insanidade. As pessoas religiosas podem dizer esta "força" não é nada mais nada menos que a possessão do espírito; os cientistas podem dizer que é um tormento psicológico que leva à criatividade. Não importa o termo usado para essa "força", que certamente existe e é aproveitada por alguns dos artistas mais influentes do mundo. Beth hospedava esta força, que a destruiu completamente... e agora é a vez de Nina. 

O CISNE NEGRO ASSUME O CONTROLO (Asas Negras e Espelhos)

Um poster simbólico do filme. Da pequena bailarina nasce, como um Phoenix das cinzas, um Cisne Negro, gigantesco e ameaçador. 
O Cisne Negro é a força artística brilhante ainda que espiritualmente destrutivo que Thomas quer ver surgir em Nina. Ele conhece, obviamente, os poderes devastadores do Cisne Negro, mas não se importa, nunca se importou: ele procura o melhor desempenho. Quando Nina foi absorvida pelo Cisne Negro, ele vai encontrar outra bailarina para a substituir. Ele representa a indústria do entretenimento, que manipula os artistas para que se tornem cisnes negros e, em última análise, destruindo-os quando os efeitos do Cisne se tiverem apagado. 

Asas Negras 

A "força" do Cisne Negro é simbolicamente representada pelas asas negras, em diferentes fases do filme. 

Pouco depois de ser coroada Rainha dos Cisnes, Nina fica fascinado por essa estátua assustadora. Mal ela sabe que representa o que ela está prestes a tornar-se.
Asas negras nas costas de Lily (interpretada por Mila Kunis), enquanto ela está a "dar prazer" para Nina. As asas negras representam a "força" que está em comunhão com Nina. Está a penetrá-la, dando-lhe o orgasmo, mas está também a tomar o controlo sobre a sua vida.
Nina no final de seu desempenho "perfeito" como o Cisne Negro. Apresentada com asas negras, a indicar que ela se tornou "um" com o Cisne Negro. 
Outro cartaz simbólico. "O Cisne Negro" fálico é aparece aqui a "penetrar" a psique de Nina. 
Espelhos

Os espelhos são usados durante todo o filme para reflectir, simbolicamente, o verdadeiro estado da psique de Nina. 

No espelho, um reflexo assustador que tem uma mente própria. Com o avanço da  metamorfose, Nina percebe que uma entidade totalmente à parte vive dentro dela,  actuando completamente fora do seu controlo. Como simbolismo do controlo mental, os reflexos no espelho representam um alter-ego escravo, que é programado e manipulado. 
Imediatamente antes do seu grande desempenho como Cisne Negro, Nina luta contra si mesma no seu camarim. Durante esta luta entre Nina e o Cisne Negro, o espelho parte-se, o que representa o colapso da fronteira psicológica que separa ambas as entidades. Quebrando o espelho, Nina passa a ser o Cisne Negro. 
O MAGNUM OPUS E O SACRIFÍCIO 

Na estreia da peça, Nina tem um desempenho espectacular. Ela desempenha com sucesso o doce e tímido Cisne Branco e, quando chega a altura, ela é tomada pela "força" para se transformar no maléfico, mas emocionante, Cisne Negro. Ao casar o Branco e o Negro, o bem e o mal, a luz e a escuridão, Nina alcançou um sucesso magnífico, o caminho oculto da iluminação. 

O processo, no entanto, consumiu-a. Ao permitir que o Cisne Negro a possuísse completamente, Nina protagonizou o desempenho de uma vida, mas tornou-se numa pessoa diferente. Thomas e as audiências estão em delírio com Nina enquanto Cisne Negro - da mesma forma o príncipe, no ballet, se apaixona pela maléfica irmã gémea do Cisne Branco. Mas esta não é a verdadeira Nina. O Cisne Negro é uma força destrutiva com a qual ela não consegue viver: Nina está atormentada física e psicologicamente. Não é possível continuar. A única maneira de Nina se libertar, é matar-se. E é isso que ela faz. 

Nina morre no final da sua performance. As suas últimas palavras são: "Eu estava perfeita". 
Isto faz lembrar o auto-sacrifício de alguém? 


Lady Gaga "sacrificada" na sua performance no VMA 2009. 

CISNES NEGROS DA VIDA REAL

Beyoncé e Sasha Fierce, um equivalente da música pop ao Cisne Branco e Negro. 
Existem reais (e trágicos) exemplos de artistas brilhantes que foram consumidos por um papel intenso. Ou eles se auto-destruíram ou morreram como um sacrifício ritual. Será "O Cisne Negro" um comentário sobre este misterioso fenómeno? 

Um exemplo recente de um papel auto-destrutivo é Joker de Heath Ledger em "O Cavaleiro das Trevas".

Fontes próximas de Heath Ledger apontam o seu papel como Joker como causa da sua morte. 
Jack Nicholson alertou Heath Ledger acerca do seu papel como Joker 
Heath Ledger pensou que conseguir o papel de Joker era um sonho - mas agora alguns pensam que foi um pesadelo que o levou a uma trágica morte. 
Jack Nicholson, que interpretou o Joker em 1989 - e que estava furioso por não ter sido consultado sobre o papel assustador - teceu um comentário enigmático quando soube que Ledger estava morto. 
"Bem", disse Nicholson aos repórteres, em Londres, "Eu avisei." 
Embora o comentário seja ambíguo, não há dúvida de que o papel no filme, apontado como grande sucesso deste verão, teve um efeito assustador. 
Ledger tinha dito recentemente aos jornalistas que "dormia uma média de duas horas por noite" enquanto protagonizava o papel de "um psicopata, assassino em massa, palhaço esquizofrénico com zero de empatia... 
"Eu não conseguia parar de pensar. O meu corpo estava exausto mas a minha mente não parava." 
"A medicação não ajudou", disse ele. 
NY Daily News, Fonte
Para saber mais sobre Heath Ledger, leia este artigo sobre o seu último filme e símbolos relacionados com o seu sacrifício  “The Imaginarium of Doctor Parnassus” and Heath Ledger’s Sacrifice. 

Outro exemplo de um actor que morreu em circunstâncias misteriosas depois de protagonizar o papel de uma personagem diabólica é Brandon Lee em "O Corvo". 

Brandon Lee morreu misteriosamente durante as filmagens de "O Corvo". A história oficial da sua morte é ainda amplamente contestada. A cena em que ele morreu foi altamente simbólica. 
Além desses dois casos extremos, existem muitos casos de artistas que, depois de anos de brilho, misteriosamente se auto-destroem. Drogas e suicídio são frequentemente responsabilizados pelas tragédias, mas quem sabe o que realmente aconteceu com Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Jim Morrison, para citar  só alguns? 

CONCLUSÃO 

"O Cisne Negro" é um filme profundo, que pode ser interpretado a vários níveis. Analisámos os elementos de ocultismo e de controlo mental do filme e as suas mensagens sobre o mundo sombrio do espectáculo. A mensagem do filme sobre o casamento do mundo do entretenimento com forças ocultas é algo que tem sido discutido inúmeras vezes no The Vigilant Citizen. Embora o conceito raramente seja discutido ou sequer notado pela maioria das pessoas, quem pertence ao mundo de entretenimento lida muitas vezes com forças estranhas de diferentes tipos, nos seus trabalho nessa indústria. 

Através da metamorfose de Nina, de um tímido ninguém para uma super estrela, os espectadores experimentam o lado obscuro do entretenimento. O controlo mental, manipulação e imoralidade colidem com sucesso e reconhecimento. Impulsos obscuros, vícios e auto-destruição surgem com o génio artístico e brilho criativo. Aqueles que estão a comandar o espectáculo sabem como trazer à superfície o Cisne Negro de artistas... e sabem muito bem que isso vai destruí-los a longo prazo. E eles lidam bem com isso. Da mesma forma que Beth foi posta de lado para se dar as boas vindas a uma nova Rainhas dos Cisnes, o público vai sempre dar as boas vindas a mais uma nova estrela da elite, com aplausos e elogios. Porque, como dizem, "the show must go on". 


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